Em 1959/60 já cantava na noite carioca. Em 1961/2 nos bailes da
vida, com a orquestra de Waldemar Spilman e, depois, no conjunto de Ed
Lincoln, com quem inicia uma brilhante trajetória de compositor
em músicas como: "Nunca mais", "Olhou pra mim", "É o
Cide", por exemplo. No mesmo ano, Ed Lincoln produz o primeiro disco
de Silvio: "AMOR DEMAIS", na Musidisc, onde aparecem os sucessos: "O
que eu gosto de você", "Conselho a quem quiser voltar", "Preciso
dar um jeito", "Eu te agradeço", entre outros.
Depois de dois LPs na Musidisc, vai para a Odeon onde fica por 12 anos,
lançando,
entre muitas, a canção "Pra você",
de sua autoria, gravada em 1965 e que permanece até hoje como
um hino ao amor e à esperança. A televisão, em ascenção
no Brasil, nos anos 60, teve grande influência na carreira de Silvio,
incentivando-o a tomar aulas de dança e expressão corporal,
para poder participar da programação musical das emissoras,
influenciadas, na época, pelos musicais de Hollywood.
Na TV Tupi, Silvio, entre outras coisas, comandou o programa "A
Grande Parada". Da televisão ao teatro foi um pulo. Convidado
por Abraham Medina e Carlos Machado faz, no Teatro República -
no Rio, os musicais "Arco-Iris" e, logo após, "O
teu cabelo não nega", no qual tem a honra de dividir o palco
com Grande Otelo.

Com Renato Aragão
e Dedé Santana |
Do
Teatro ao Cinema, outro
pulo. Produzido por Jarbas
Barbosa
e dirigido por Aurélio
Teixeira, faz o filme " Na
onda do Yê-Yê-Yê" ao
lado de Renato Aragão
e Dedé Santana. Além
de fazer o papel principal,
Silvio compôs, com
Ed Lincoln, a trilha sonora
do filme e o tema central " Mônica" ,
que logo se tornou um sucesso
nacional. Silvio escreveu,
ainda, as trilhas sonoras
dos filmes "Essa gatinha é minha",
de Jece Valadão e " Mineirinho-
vivo ou morto", de Aurélio
Teixeira. Neste último
surgiu uma das nossas maiores
atrizes de cinema: Leila
Diniz. Entre 1968 e 1973
- São Paulo, TV Record.
Era a época áurea
dos musicais: " O Fino
da Bossa", " Esta
noite se Improvisa", "Show
do dia 7", "Jovem
guarda", etc. |
| A
vida torna-se uma verdadeira
roda-viva, com as aparições
constantes na programação
da Record e a participação
fixa no seriado "Quartel
do Barulho", com Renato
Aragão e Dedé Santana
e que seria o embrião
do mais tarde famoso "Os
Trapalhões". As
viagens tornam-se frequentes.
Numa dessas, Silvio vai a Acapulco
representar o Brasil com a
canção "Porque?"-
cantada por Agnaldo Rayol -
no Festival do "Ano Internacional
da Comunicação",
onde Pelé foi a figura
central. |
Com Pelé e Garrincha |
Com tudo isso, Silvio Cesar ainda
encontra tempo e inspiração
para criar algumas jóias
da nossa música: " Cantiga
antiga" (com Sylvan Paezzo), " Eu
quero que você morra", " A
minha prece de amor", "Vamos
dar as mãos", "Você não "tá" com
nada", " O Moço-Velho", "Maria,
Maria, Maria", "O machão", "Verde
e Rosa" (em homenagem à Mangueira), "Levante
os olhos", "Agarre seu
homem" (com Ronaldo Bôscoli)," A
mais antiga profissão",
e várias outras. Muitas
delas foram aproveitadas em novelas
de televisão, como: "Simplesmente
Maria", " Bandeira 2", "Duas
vidas", "Te contei?"," O
Jogo da vida", "Tudo
ou Nada", para citar algumas.
Bem, esse foi o começo. A continuação, todos já sabem.
Ao piano o maestro
Sérgio
Carvalho |
Mas
qual seria o saldo de uma
carreira tão intensa
e diversificada? Seria a
chance histórica de
ter atuado, ao lado de Darlene
Glória, no musical "Alô Dolly"-
de Miéle & Bôscoli,
na estréia da Rede
Globo? Ter participado da
inauguração
da TV Continental - Canal
9? Seria a emoção
do Festival de Acapulco?
Ou, talvez, as experiências
em cinema e teatro? |
Nada
disso.
Para Silvio Cesar o saldo de
sua carreira são suas canções.
E seu maior orgulho, seus intérpretes.
Só para
citar alguns:
INTÉRPRETES
Em ordem alfabética
Angela Maria, Alcione, Agnaldo Timóteo, Agnaldo Rayol, Altemar
Dutra, Ana Rosa, Antonio Marcos, Claudete Soares, Claudia Barroso, Os
Cariocas, Caçulinha, Cauby Peixoto, Doris Monteiro, Dudu França,
Ed Lincoln, Elis Regina, Elizeth Cardoso, Emilio Santiago, Elza Soares,
Ellen de Lima, Francisco Cuoco, As Frenéticas, Fábio, Francisco
Egidio, Gal Costa, Hebe Camargo, Isaura Garcia, João Nogueira,
Jane Duboc, José Vasconcelos, João Donato, Hermeto Paschoal,
Leda Barbosa, Leny Andrade, Jair Rodrigues, Marcia, Marcos Valle, Martinho
da Vila, Marlene, Martinha, Marta Mendonça, Maysa, Miltinho, Nelson
Gonçalves, Negritude Jr., Netinho, Noite Ilustrada, Nana Caymi,
Orlando Silveira, Os Originais do Samba, Paulo Figueiredo, Peri Ribeiro,
Pedrinho Rodrigues, Priscila Camargo, Roberto Carlos, Rosana, Sandra
de Sá, Sérgio Mendes, Silvio Brito, Simonal, Taiguara,
Tim Maia, Tito Madi, Vanusa, Waleska, Wanderley Cardoso...
E tantos outros que, por um motivo ou por outro, não foram lembrados,
mas nunca serão esquecidos.
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