ARTE e CULTURA
30/3/2013
Fonte: Artigo publicado na Revista da SOCINPRO
A arte e a cultura sempre caminharam juntas.

A cultura de um país é reconhecida pelos costumes e, principalmente, pelas manifestações artísticas de seu povo.

Entre estas, a música talvez seja a mais importante, porque, por meio dela, as nações se comunicam, se reconhecem e, muitas vezes, se identificam.

A música popular, especialmente, sintetiza todo o sentimento, os costumes e a história de um povo.

Assim, como os degredados vindos de Portugal choravam a saudade de sua terra nos tristes fados que cantavam, os escravos africanos, com seus tambores e sua dança, também expressavam sua nostalgia com música.

No Brasil, país com dimensões continentais, as manifestações musicais são múltiplas e diferentes entre si, mas cada uma, com sua peculiaridade, conta sua história, revela seus costumes e reafirma sua identidade.

Do Bumba-Meu-Boi ao Congado, passando pelas Tradições Gaúchas, até as Festas Juninas e o Carnaval, a música sempre foi a voz do povo.

O Folklore – síntese de Arte e Cultura - não poderia ser plenamente assimilado sem a presença da música.

O Brasil é, sem nenhuma dúvida, o país com a maior diversidade musical e cultural do mundo.

Atualmente ( em 2018 ) vivemos um momento de grande perplexidade, por causa da utilização desenfreada e da excessiva comercialização, às vezes desonesta, da música.

A ganância e o descumprimento das leis propiciou o empobrecimento do panorama musical brasileiro - outrora tão rico e exuberante.

Em nome do Mercado, tenta-se vender música como se vende um artefato.

Os equívocos e a pirataria levaram os grande produtores musicais à ruína.

A mídia adquiriu o poder de criar um ídolo da noite para o dia.

O espetáculo visual superou o auditivo.

A performance física é mais importante que o desempenho musical.

Mas uma coisa é certa:

Se não acordarmos logo desse pesadelo, perderemos nossa identidade, esqueceremos nossos costumes e apagaremos nossa história.

E nunca mais ouviremos falar em Arte e Cultura.
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