ATORES
21/4/2013
ATORES
 NATHALIA

Eu sempre tive admiração e respeito pelos artistas de todas as áreas.

Tenho amigos e amigas em todas elas e quando estou “zapeando” no controle remoto da TV e aparece algum deles, eu paro o que estiver fazendo e assisto.

Sempre que sou convidado e estou disponível, vou a todas as estreias.

Entre tantos amigos artistas, quero confessar que tenho uma admiração especial pelos atores.

Acho incrível como eles conseguem se transformar em outra pessoa.

Eles encarnam os personagens e vivem suas vidas.

E nos convencem.

E nos emocionam.

Para ilustrar o que estou dizendo, quero contar uma pequena historia:

Uma noite, fui ao Teatro Ginástico, no Rio, assistir à peça “Conduzindo Miss Daisy”.

No elenco, minha amiga e grande atriz Nathalia Timberg e os igualmente grandes
Milton Gonçalves e Reynaldo Gonzaga.

Os três, é claro, brilharam intensamente, mas há um momento que quero relembrar.

No final da peça, Miss Daisy, já velha e debilitada, está sendo alimentada pelo personagem do Milton Gonçalves, que coloca, delicadamente, o alimento em sua boca.

Nesse momento Miss Daisy morre.

Nathalia não move um músculo. Não emite nenhum som. Nem mesmo um leve suspiro. O Milton, a mesma coisa.

A plateia percebe na hora o que aconteceu e aplaude fervorosamente.

Do fundo do teatro, onde eu estava, vi ( e todos viram ) a vida de Miss Daisy se apagar nos olhos de Nathalia.

Cabe a pergunta::

Que poder é esse que os atores possuem para nos convencer e nos emocionar, mesmo quando sabemos que não é a vida real?

Depois do espetáculo, fui ao camarim abraçar minha amiga.

Quando entrei, ela estava removendo a maquiagem e, pelo espelho, não me reconheceu.
Virou-se e aí sim, viu que era eu.

Levantou-se e me abraçou com força.
E sussurrou ao meu ojuvido: Silvio, quanto tempo! Quanta vida!

E nesse abraço inesquecível compreendi toda a magia do Teatro

Quem me abraçou já não era mais Miss Daisy e sim minha querida amiga

Vida longa aos atores!


NATHALIA - Um exemplo
NATHALIA - Um exemplo
INDEPENDENTES