RACISMO
23/9/2020

Desde crianças, nossa mãe advertia: não escolham com quem brincar!
Todos são filhos de Deus!
Pobre ou rico, preto ou branco!

Se a gente desobedecia, apanhava.

Depois de adulto. por causa da minha profissão, passei a conviver com pessoas
de várias crenças e raças.

Aprendi que no “show business” não importa a cor da pele, a posição social.
Ou o poder econômico.
Ou a aparência física

O que vale é o talento.

Hoje, posso me orgulhar de ter amigos de todas as raças e crenças.

Entre os negros, muito me orgulha a amizade de um Antonio Pitanga, um
Milton Gonçalves, um Romeu Evaristo, uma Glória Maria, uma Zezé Motta,
uma Sandra de Sá, um Haroldo Costa, um Paulo Cesar Caju,
um - porque não dizer? – Pelé.

e muitos, muitos, muitos outros.
Todos craques!
Quantos ídolos!

Olha só:

Milton, Gil, Martinho, Paulinho, Emílio, Altay, BenJor, Agostinho, Jair, Elizeth, 
Billie Holiday, Nina Simone, Sarah Vaugham, Miles Davis, John Coltrane,
Charlie Parker, Ray Charles, Denzel Washington, Morgan Freeman, Spike Lee
e tantos, tantos outros...

E o que dizer de Martin Luther King, Malcolm X e o nosso Joaquim Barbosa?

Diante de tantos talentos, o preconceito de cor é, no mínimo, ridículo.

A “supremacia branca“ ( arianismo ), professada por Adolf Hitler, assim como
o Ku Klux Klan americano, foram manifestações absurdas, que, felizmente,
não prosperaram, a não ser entre os fanáticos.

E eles estão por aí.

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Quando eu estudava na Faculdade Nacional de Direito, convidei o Haroldo
Costa a fazer uma palestra sobre “negritude” para os alunos da minha turma.
No primeiro momento, um “branquinho” metido à besta, perguntou ao Haroldo:
“Haroldo, é ruím ser negro no Brasil? ”
O Haroldo, sem se abalar:
- Branco pobre é pior!

Jamais esquecerei.

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Se a cor fosse fator decisivo, qual seria a mais bonita?
Ou a mais importante?
A amarela ou a vermelha?
Azul ou verde?

A escolha é sua.






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